Suspeito de matar Kau? Vitor confessa 'disparo acidental' e tem pris?o temporária decretada pela Justi?a

Panelinha foi indiciado por homicídio qualificado, mas DH ainda investiga o caso para comprovar a autoria do crime
Momento em que suspeito é levado por policial da DRACO Foto: Reprodu??o
Momento em que suspeito é levado por policial da DRACO Foto: Reprodu??o

RIO - Segundo a Polícia Civil, em depoimento, Felipe Lima Gomes, de 18 anos, confessou ter atirado em Kau? Victor da Silva, de 11 anos, na Vila dos Pinheiros, no Complexo da Maré, na madrugada de quinta-feira. Panelinha, como é conhecido, teve a pris?o temporária decretada pelo plant?o judiciário a pedido da Delegacia de Homicídios (DH) da capital, que investiga o caso, e corroborada pelo Ministério Público. Ele foi indiciado por homicídio qualificado e, por isso, sua pris?o temporária tem prazo de 30 dias, prorrogáveis por igual período. A pris?o foi decretada pela juíza Maria Isabel Cosme Pena Pieranti.

Ele vai permanecer na sede da DH até a próxima semana para que a polícia possa confrontá-lo com testemunhas que presenciaram o crime. Na segunda-feira, a DH pretende ouvir a m?e do menino, a ambulante Alexandra Silva. Em depoimento, Panelinha teria dito que tem envolvimento com o tráfico na Vila dos Pinheiros e estava manuseando a arma, uma pistola de calibre 380, quando ela caiu e disparou acidentalmente. O laudo do Instituto Médico-Legal (IML) aponta que a bala atingiu a cabe?a de Kau? e transfixou. A polícia quer que o preso indique onde está a arma.

'Minha vida foi destruída':diz m?e do menino Kau?, morto na Maré com um tiro na cabe?a

No entanto, para a Polícia Civil, é praticamente impossível que uma arma como esta destrave ao cair e dispare um tiro.

- é muito difícil de acontecer com uma arma dessa ter algum tipo de problema. Ele disse que a arma caiu e disparou sozinha. Mas, essa história de que a pistola caiu, é mentira. é uma tese do advogado pra tentar atenuar a pena dele — comentou um investigador do caso. O GLOBO n?o conseguiu falar com a defesa de Felipe.

O diretor da Delegacia Geral de Homicídios e Prote??o à Pessoa (DGHPP), delegado Ant?nio Ricardo, diz que as investiga??es continuam:

- O inquérito busca a verdade. Vamos comparar os depoimentos com as provas técnicas para que n?o pairem dúvidas sobre a autoria do crime - disse.

Panelinha se entregou na tarde de sexta-feira na Avenida Brasil, em frente ao Complexo da Maré, a policiais da Delegacia de Repress?o às A??es Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-IE). Ele estava acompanhado pela m?e. Na sede da especializada, teria contado sobre o disparo acidentalmente em Kau?, que foi atingido na cabe?a e morreu no Hospital Municipal Souza Aguiar.

O delegado titular da Draco, William Pena Júnior, informou ter encontrado o suspeito "através de um trabalho de inteligência da unidade". Panelinha foi levado até a sede da Draco para prestar esclarecimentos sobre o tráfico na Vila dos Pinheiros e depois encaminhado para a DH.

Uma tia de Kau?, única parente a prestar depoimento na DH até o momento, havia dito que o menino tinha sido atingido por um tiro disparado supostamente de forma acidental por um jovem de 12 anos que o conhecia. No entanto, ela n?o presenciou o crime.

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