Festival une artistas do Complexo da Maré a nomes consagrados

Evento virtual destaca trabalhos de músicos, bailarinos e atores da comunidade em parceria com estrelas
O cantor e compositor Jo?o Bosco Foto: Marcos Hermes / Divulga??o
O cantor e compositor Jo?o Bosco Foto: Marcos Hermes / Divulga??o

RIO —A Orquestra Maré do Amanh? nunca havia gravado tantas músicas em período t?o curto. Desde que se iniciou a pandemia do novo coronavírus, o grupo formado por 23 instrumentistas da favela carioca teve sua rotina alterada: as aulas e os ensaios agora acontecem na internet, e em encontros individuais, já que é impossível obter sincronia sonora em transmiss?es coletivas. Cabe ao maestro Filipe Kochem reunir os vídeos e áudios de cada integrante, juntá-los e editá-los para obter o resultado de uma música tocada em orquestra. A tarefa é árdua, mas rende grava??es irreverentes — no canal da orquestra no YouTube, já é possível assistir a nove vídeos.

Parte desse trabalho é apresentada hoje, das 18h às 20h, no festival Inspira: A Esperan?a Equilibrista. Transmitido nos canais da produtora Inspirartes (no Facebook e no YouTube), o evento p?e em diálogo nomes conhecidos do grande público com artistas da Maré, em mescla de vídeos editados e apresenta??es ao vivo.

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Para a ocasi?o, a Orquestra Maré do Amanh? gravou um arranjo inédito de “Novo tempo”, com participa??o de Ivan Lins, autor da composi??o.

— N?o dá para fazer ideia do trabalho que é produzir virtualmente. Mas isso está apurando a capacidade de todos tocarem exatamente no mesmo andamento — conta Filipe Kochem, à frente do grupo com talentos entre 6 e 20 anos de idade. — é um formato interessante, porque passa intimidade, já que todos gravam em casa. às vezes, até brinco com alguns, e digo que eles precisam arrumar o quarto.

Rede de solidariedade

Outros artistas da comunidade d?o as caras no festival, como atores de companhias teatrais locais. Juntam-se a eles uma dezena de músicos, escritores e atores, como Lia Rodrigues e sua trupe de bailarinos que ensaiam na comunidade, além de Nelson Sargento, Leila Pinheiro, Zeca Baleiro, Clarice Niskier, Dan Stulbach, Jo?o Bosco, Leandro Karnal e Zélia Duncan.

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Entre números de música, interpreta??es teatrais e histórias de artistas da Maré, prestam depoimentos an?nimos que recentemente ganharam notoriedade por criar redes de solidariedade.

— A ideia é trazer palavras inspiradoras, tendo sempre a Maré como ch?o — diz o produtor Carlos Netto.

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